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quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Em DEZEMBRO...

Love is in the air...
Acompanhe as tiras no jornal para não ficar com as fofocas pela metade;)

terça-feira, 30 de outubro de 2007

O menino e suas cores



Hoje, pela primeira vez no Jornal A Tarde, de Salvador (BA), o Lucas pode admirar as cores do céu... Começa agora a aventura das tirinhas coloridas.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

5º Festival Internacional de Nerds




Poxa... Faz tempo q não posto aqui. Mas tenho uma explicação: Andei viajando, passei sete dias em Beagá (Belo Horizonte, pros não iniciados), participando do 5º FIQ! - Festival Internacional de Quadrinhos. E, quando cheguei, tava tuuuudo atrasado. Montes de tiras para finalizar, outras tantas para colorir, projetos empilhados, só esperando por mim e outros montes de coisas menos divertidas. Nossa...


Lá no FIQ!, reencontrei muitos amigos, conheci vários colegas cartunistas e quadrinistas do Brasil e do exterior. Pude apresentar o Luquinhas pra muita gente e, para os que já conheciam o menino, pude mostrar como ele cresceu! Lucas ficou encantado com desenhistas de mangá - apaixonou-se pelo carinho da Kan Takahama, que levou suas histórias para Tokio com a promessa de procurar uns amigos nipo-brasileiros para traduzir para ela, as tirinhas. E lá se foi, espalhando-se, dono do pedaço, para muitos cantos desse Brasilzão. Fazendo novos amigos para ele e para mim.


Eram muitas exposições de originais de grandes ilustradores brasileiros para ver e estudar. Assisti a entrevistas e participei de bate-papos bem legais com cartunistas daqui e de fora (muita gente da França, da Itália, do Japão, da Argentina...). Participei de uma mesa sobre Quadrinhos e Inclusão Social. Foi muito interessante falar para aquele público tão diferente daqueles a quem normalmente falo: Fãs de quadrinhos, muitos que nunca haviam lido uma tirinha do Fala Menino!, sequer. Mas ávidos em saber do que se fazia no resto do país, além de SP e RJ...


Mas, confesso. Foi meu lado nerd que mais se divertiu. Aliás, o povo nerd era quem se esbanjava entre tantos gibis, artistas, cos-players e afins... Muito legal a exposição de originais dos desenhistas da DC Comics (que publica meu SUPER-herói predileto - 10 centavos para quem adivinha...), sem falar na visita do Eddie Berganza, que editou a revista do dito por 7 anos (e ainda edita uma delas, onde ele dá uma forcinha pro Batman). Conheci o cara e trocamos livros e dedicatórias. Assim como conheci o Ed Benes, o Rod Reis, o Joe Prado e o Renato Guedes, artista de São Paulo que vive hoje de um sonho de infância meu: Desenha o meu herói preferido (ainda não digo o nome aqui, não perco 10 centavos assim, tão fácil) com cueca por cima das calças e tudo. Abração pra vc, Renato! Foram super as horas que ficamos conversando no Hotel e mandei emoldurar o desenho que vc me deu! Amei te conhecer, mano!


No mais, foi isso. Se parece pouco, me desculpe... Não soube traduzir aqui o emaranhado de vivências desses 7 dias. Mas se você tiver um pouquinho de nerdismo nas veias... Uma gotinha nerd que seja... Você deve fazer idéia ;)


E o Lucas está todo entusiasmado para continuar viajando. E eu, eu vou atrás...


Para o alto e avante!


PS. Mais fotos do FIQ! no meu álbum do ORKUT...

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

RESPEITO - A Exposição.


Quinta-feira, 11 de outubro, vai ser aberta, no Restaurante Chalezinho do Shopping Salvador, a Exposição RESPEITO. Com tiras em quadrinhos do Fala Menino! sobre o respeito à diversidade humana.



Confiram e vejam só como falar de respeito não é chato. É fundamental.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Irmã Dulce


Hoje, estive conversando, mais uma vez, com as crianças do Hospital Sto. Antônio. Aquele das Obras Assistenciais de Irmã Dulce, no bairro de Roma... Desenhando os personagens da turma, contando histórias divertidas, falando como o Lucas me ensinou para meninos e meninas, tantos desses com histórias tão tristes mas com tanta vontade de crescer nos olhos que, de vez em quando, essa vontade aparecia no canto de alguns sorrisos tímidos. Ah, e tinha o Igor. Gurizinho de seus 4 ou 5 anos que de tímido não tinha nada.


Lucas voltou pra casa comigo, mas a gente deixou parte do coração lá.


Aliás, o Lucas me prometeu que voltaria. E promessa desse menino é coisa séria.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Mais desenho animado...




Estamos finalizando mais um desenho animado da turma. Desta vez, não mais uma 'tirinha' animada, mas um desenho inteiro, com cerca de 8 minutos de duração. Um trabalho sobre Meio Ambiente e ecologia, encomendado pela Cetrel para apresentar às crianças que visitam seu parque ecológico (maravilhoso) lá em Sauípe...

No desenho, adaptação da cartilha que fizemos para eles ano passado, Lucas e Carolina encontram o Zeca que, adivinhem, sabe tudo sobre ecologia. Nossa, que espanto ;)

O desafio maior pra mim foi DUBLAR o personagem que criei. Eu acabei fazendo a voz do Zeca e, assim como antes dublei o personagem mais velho da turma, o rabino, dublei agora, também, o mais novo. Maluquice, né?

Até mais,
Luis.

domingo, 7 de outubro de 2007

O menino INVISÍVEL e seu retrato.






Coisa de criança:






Leandro inventou agora que está ficando invisível. Ficou horas no meu pé, tentando me convencer que ninguém mais está vendo ele como antes. Só sossegou quando prometi que lhe desenhava um retrato.






E ele saiu, todo metido, mostrando a todo mundo uma folha de papel em branco.






quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Sobre o 'racismo' na conta de luz.


Toda essa história n passa de um terrível e perigoso mal-entendido que, por sua carga emocional, tomou proporções maiores do que eu jamais poderia imaginar. Já fui a público, já admiti o erro de julgamento na representação do rapaz que faz o gato como negro, a Coelba já se explicou. Já apresentamos o conjunto da obra que representa o negro com toda justiça e mostramos que tal análise dos acusadores é coerente, porém está descontextualizada e, por gerar tal movimento - inclusive violento - põe em risco a imagem de um trabalho que busca combater todo tipo de preconceito e discriminação.

Quem conhece o Fala Menino! sabe como represento o negro em minhas histórias (sem o esteriotipo do marginal, do pobre, etc). Mas, não importando para quem me acusa de racismo que, no mesmo mês (este mês de setembro), que a tal tira do gato foi publicada, uma OUTRA tira estampava-se em metade das contas de luz do estado, na qual o Edinho, menino negro, ensina a um pedreiro branco como proteger-se de riscos desnecessários. Acusam a mim e a Coelba de racismo, mas não se deram ao trabalho de perceber na TELEVISÃO os 6 desenhos animados estrelados pelo mesmo EDINHO, em que o menino ensina a turma do Lucas as noções de segurança com eletricidade nem, sequer, conferir o folder, ilustrado por mim e distribuído pela mesma Coelba (imagem em anexo), sobre segurança, desde março passado, no qual a situação do gato é representada, dessa vez, com um branco cometendo o delito e o menino negro tentando salvá-lo. Essas representações não merecem comentário positivo pois contrariam a argumentação parcial e belicosa. Nunca qualquer brasileiro que se apresenta como ‘negro’ no nosso país mestiço, veio a público comentar como as crianças ‘negras’ do Fala Menino! (Winnie, Martin, Guiga, Edinho, Diogo…) são representadas com o mesmo carinho, respeito e tridimensionalidade de qualquer outra da turma e em situações comuns a quaisquer meninos de classe média ou alta (no caso da Winnie e do Martin que são filhos de DIPLOMATA, conhecem o mundo todo e tem tudo q o dinheiro pode comprar), totalmente independentemente da cor de suas peles. Nem leram o meu livro "Lápis de Cor" (imagem da capa em anexo), uma denúncia contra o racismo, que vendeu mais de 3.000 cópias em 2 anos e foi distribuído para a rede pública de educação pela professora Anacy Paim, então secretária de educação do estado. Não faço essas tiras e livros esperando agradecimento por ter consciencia de minha função social e querer fazer minha parte, contribuindo para uma sociedade mais equilibrada e justa, mas me espanta como numa hora como essa, tantos se apressam em me condenar mas nunca para comentar o como é positivo para a auto-estima da garotada afro-descendente ler nessas histórias que não é preciso ser loiro para ser bem sucedido. Pra que, né?Admito que errei em não prever tamanha polêmica ao pintar de negro o tal figurante que faz o gato em tal tirinha e peço desculpas, mais uma vez, aos que se ofenderam com ela. Mas nunca, mesmo sabendo agora q deveria, passou por minha cabeça estar representando o povo negro como infrator. Pensei estar representando apenas um da imensa maioria negra do nosso estado. Mas errei por não imaginar, jamais, que essa leitura dos que me acusam seria possível. Errei por, sinceramente, tentar representar a pobreza que levou tal personagem a fazer o 'gato' com um personagem negro. Pensei estar fazendo uma crítica social ao mesmo tempo q falava de gato de energia. Mas compreendo agora como a leitura pode ter acontecido, só não posso fingir q não estou magoado com tamanha bordoada que desconsidera tudo que eu fiz antes e continuo fazendo com minhas tiras. Sempre tive orgulho de saber que não sou racista e carrego muito poucos preconceitos. Nunca me importei com a cor de pele das pessoas... Nem na hora de namorar, nem na hora de discutir, nem na hora de desenhar. Agora, me encontro triste, vou ter que começar a olhar para isso que, pra mim, sempre foi um detalhe bonito da diversidade humana, nada mais.

Obrigado pela lição aos que denunciaram meu 'terrível ato de racismo', embora não tenham sequer entrado em contato comigo antes para comunicarem minha falha (o endereço do meu site está em todas as contas: www.falamenino.com.br ). Sempre estive aberto a sugestões, dicas de histórias, sugestões de abordagem. Meus amigos judeus sempre contribuíram com idéias para as tiras do Leo, meu personagem judeu. Meus amigos gays sempre me trouxeram mtas idéias para minhas tiras sobre o tema. E por aí, vai. Não tenho fenótipo negro. Não sei o que é sentir na pele o racismo, todos os dias; não vivo com isso, 24 horas por dia. Posso apenas representar a perspectiva de quem se importa sinceramente com a questão e tenta fazer o melhor para ajudar a acabar com tais injustiças. Mas sou humano, cometo erros e os reconheço (como nem todos os humanos, sei). Ontem, um homem revoltado me acusou de racista e disse que "branco pode errar duas vezes, que tem sempre chance." Disse a ele que a tira foi revisada por mtas pessoas, inclusive negros. Mais uma vez, ele retrucou dizendo que "essa é uma típica fala do branco, que quando cai tenta sempre arrastar os negros ao seu lado". Quando se ouve coisas assim, tem-se muito pouco para responder.

Obrigado aos que repudiaram tal denúncia, espalhada por todos os cantos, por perceber o direcionamento perigoso das mesmas, conhecer meu trabalho e temerem por uma agressão maior a uma obra totalmente dedicada ao respeito. Respeito que é bom e minha inteligência também gosta.Meu carinho verdadeiro a todos,mas também estou pasmo e estarrecido, pois a luta contra todo tipo de preconceito tb é minha e faz mto tempo q a sociedade baiana sabe disso.

Carinho,

Luis Augusto.

Alguns Depoimentos:

"Conheço sua obra, companheiro, fortemente fincada no combate a todo tipo de preconceito, na defesa sem reservas dos direitos dos oprimidos. Este infeliz episódio, que, com certeza, você irá superar, ilustra o perigo que todos nós, que produzimos representações simbólicas, corremos, ao termos obras - textuais ou pictóricas - extraídas ou produzidas fora de um contexto. E para nós, jornalistas, que pretendemos representar as representações, o risco é mais sério ainda. "
Suzana Varjão (Jornalista, coordenadora do Movimento Estado de Paz).


" 'Aqueles que têm olhos para ver e ouvidos para ouvir', certamente,ainda que não conheçam bem o seu trabalho, não se darão por satisfeitos anteuma mensagem de alguém de mente estreita e preconceituosa, mergulharão emsua obra para investigar e assim compreender a dimensão da Turma do Lucas esua magnífica contribuição para a formção de novos e melhores conceitos.Esse fato lamentável, ao invés de afastar leitores, certamente, atrairámuitos novos parceiros para seu trabalho. Tenho certeza de que seu nomesairá fortalecido de tudo isto."
Liese Flórez

"Quero lhe prestar minha solidariedade em relação ao episódio da tira da conta da Coelba.
Quem lhe conhece e acompanha suas atividades(como eu) sabe que não existe nem nunca existiu em seus trabalhos qualquer manifestação que pudesse ser entendida como racista. Muito pelo contrário. Continue com seu grande trabalho educativo e criativo, que é tão admirado por tantas pessoas, entre as quais me incluo."
Nivaldo Lariú (autor do Dicionário de Baianês)

"Minha indignação se torna maior, uma vez que a tira acusada é justamente conhecida pro promover a diversidade, incluindo em seu rol de personagens cegos, surdos... ou melhor, deficientes visuais, auditivos... ou melhor, portadores de necessidades especiais... ou melhor... her... desculpem, mas não sei qual a moda politicamente correta do momento."
Djaman Barbosa


segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Oi! Este é o primeiro post do nosso BLOG! Um espaço pra gente conversar sobre as novidades do Fala Menino! ,sobre o mundo dos quadrinhos, sobre a gente e tudo mais que der na telha Vai ser legal ter este espaço aqui pra contar pra vocês um pouquinho do nosso dia a dia, aqui no estúdio. Das histórias que vierem surgindo, e QUANDO vierem surgindo... Das notícias sobre Lucas e seus amigos nas tirinhas, nos livros, na tevê, no teatro, na internet... Sem falar na tirinha nova, atualizada sempre aí em cima! Mas não vou estar sozinho neste blog, não! Junto comigo, o Lucas e toda a turma vão postar por aqui, também! E a gente espera formar uma rede enooorme de amigos, tá combinado? Todo carinho do mundo... E até a próxima!!